Aprender e Ensinar

30/07/2010 by

Segue abaixo um trecho do livro Jeitos de ver a Vida: Aprender e Ensinar, escrito por Dalal El Achkar e Wannise Lima.

Em todas as horas e lugares as pessoas estão acessando informações, buscando conhecimento. Os avanços tecnológicos e a disseminação do conhecimento exigem mudanças constantes e permitem que sejamos aprendentes e ensinantes, pois nos colocam diante de novas formas de convivência, outros acordos de cooperação, e, essencialmente, novas formas de relacionamento, novas formas de amor.

Por exemplo, há alguns anos atrás, não muitos, quando queríamos  falar com uma pessoa e estavamos na rua, o jeito era comprar uma ficha telefônica e usar o telefone público, abrir o papelzinho que embalava a ficha, colocá-la no telefone e fazer a ligação (claro que em poucos minutos era necessário colocar outra ficha para continuar o diálogo). Muitos de nós experimentamos esta forma de comunicação.

De repente, os celulares, os microcomputadores e a internet invadem as nossas vidas e aprendemos outras formas de contato, e precisamos nos adaptar a elas.

Para alguns, estes novos jeitos são mais confortáveis e rápidos; outros, admitem a eficácia, mas reclamam das dificuldades enfrentadas para aprender a novidade.  O fato é que, por estas vias podemos acessar diferentes pessoas nas mais variadas partes do mundo e não apenas falar com elas, mas vê-las, mostrar fotos e vídeos, acessar os conhecidos e os desconhecidos. Este simples exemplo ilustra o quanto as mudanças causam impacto nas nossas vidas, e como as nossas reações a elas produzem efeitos.

Mudar não é fácil, afinal, muitas de nossas tarefas, de tão rotineiras, acabam sendo automatizadas pelo nosso cérebro.

É sobre isso que vamos tratar (…)”.

Onde encontrar o livro:

Porto Alegre – Livraria Livros de Negócios;

Florianópolis – Livraria Paulus;

Natal – Livraria Siciliano – Midway Mall e Natal Shopping;

São Paulo – Uniluz – Nazaré Paulista

Versões de Mim

14/07/2010 by

Hoje gostaria de compartilhar um texto do Luiz Fernando Veríssimo que fala dos nossos muitos “eus”, das nossas escolhas, do que podia ter sido, e do que é. Espero que gostem…

Versões de Mim

(Luiz Fernando Veríssimo)

Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido. Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (“unzinho e eu ganhava a sena acumulada”), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito “sim”, dito “não”, ido para Londrina, casado com a Doralice, feito aquele teste…

Agora mesmo neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz – aliás, o nome do bar é “Imaginário” – sentou um cara do meu lado direito e se apresentou:

- Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo.

E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.

- Por que? Sua vida não foi melhor do que a minha?

- Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei a seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia…

- Eu sei, eu sei… disse alguém sentado ao lado dele.

Olhamos para o intrometido… Tinha a nossa idade e a nossa cara e não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:

- Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol do jogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.

- Como é que você sabe?

- Eu sou você, se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola como me mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória. Fui considerado o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um herói, me tirei… Levei um chute na cabeça. Não pude ser mais nada. Nem propagandista. Ganho uma miséria do INSS e só faço isto: bebo e me queixo da vida. Se não tivesse ido nos pés do atacante…

Ele chutaria para fora. Quem falou foi o outro sósia nosso, ao lado dele, que em seguida se apresentou.

- Eu sou você se não tivesse ido naquela bola. Não faria diferença. Não seria gol. Minha carreira continuou. Fiquei cada vez mais famoso, e agora com fama de sortudo também. Fui vendido para o futebol europeu, por uma fábula. O primeiro goleiro brasileiro a ir jogar na Europa. Embarquei com festa no Rio…

- E o que aconteceu? perguntamos os três em uníssono.

- Lembra aquele avião da VARIG que caiu na chegada em Paris?

- Você…

- Morri com 28 anos.

- Bem que tínhamos notado sua palidez.

- Pensando bem, foi melhor não fazer aquele teste no Botafogo…

- E ter levado o chute na cabeça…

- Foi melhor, continuou, ter ido fazer o concurso para o serviço público naquele dia. Ah, se eu tivesse passado…

- Você deve estar brincando.

Disse alguém sentado a minha esquerda. Tinha a minha cara, mas parecia mais velho e desanimado.

- Quem é você?

- Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.

Vi que todas as banquetas do bar à esquerda dele estavam ocupadas por versões de mim no serviço público, uma mais desiludida do que a outra. As conseqüências de anos de decisões erradas, alianças fracassadas, pequenas traições, promoções negadas e frustração. Olhei em volta. Eu lotava o bar. Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente. Comentei com o barman que, no fim, quem estava com o melhor aspecto, ali, era eu mesmo. O barman fez que sim com a cabeça, tristemente. Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.

- Quem é você? Perguntei.

- Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice.

- E…?

Ele não respondeu. Só fez um sinal, com o dedão virado para baixo…

Já dizia Antonio Machado que o caminho se faz ao caminhar. Muitas vezes gastamos nossa energia pensando no que poderia ter sido se tivéssemos feito ‘aquela’ escolha, naquele tempo, e passamos a vida pensando no “e se…”, perdendo assim a oportunidade de olhar para frente e mudar o rumo do nosso caminhar, das nossas escolhas agora.

Nossas escolhas sempre são as mais apropriadas para o momento que vivemos. Tomadas a partir do que vivenciamos e sentimos naquele momento da vida. Assim o é, e ponto. Viver o agora.

De mãos dadas dançamos…

28/05/2010 by

As danças circulares fazem parte das tradições dos mais diversos povos e sua origem perde-se no tempo. Utilizada nos mais diversos momentos reflete a comunhão entre as pessoas da comunidade.

Dançando em roda as pessoas reúnem-se para celebrar e resgatar o contato com as antigas tradições, assim como se harmonizar como indivíduos ou grupo e promoverem a integração e o autoconhecimento.

O círculo traz consigo o simbolismo da união e da totalidade. As mãos dadas representam a confiança e o apoio mútuo. Reflete nossa entrega ao processo e mostra que permitimos doar nossa energia e receber a energia do outro. O círculo promove a cooperação e a solidaderiedade, uns ajudando os outros.

Na dança vivenciamos um processo de deixar fluir, sem se preocupar com os passos ou a coreografia, simplesmente deixando que corpo, som, mente e expressão se unam…

Sem fronteiras

07/05/2010 by

Sem fronteiras

Quando nasci, me separei,
Chorei, me assustei,
Senti a dor da separação.
 
Eu que estava em um ninho
De bem aventurança,
Envolvido na bonança.
 
A luz me cegou,
O frio me amedrontou,
O ar  incendiou meu peito.
 
Então o novo mundo veio,
Encontrei um seio,
Que me nutriu.
 
Aquela separação brusca,
A sensação de expulsão,
Começou a se dissipar.
 
Cresci, conheci um mundo separado.
Aprendi assim.
E assim me individuei.
 
Mas a magia da unidade,
Reconheci novamente,
E a historia foi assim:
 
Entrei em uma roda,
Dei as mãos,
A música tocou.
 
O som  me embalou, 
E disparou,
Aquilo que eu já sabia.
 
É a dança,
Milagrosa e curadora,
Detentora da magia da religação.
 
Aquela que afirma,
Que eu sou você, e você é eu,
E o que nos separa  é …. 
Mera ilusão.
Por isso te espero,
Vem comigo.
Dançar e afirmar,
A inspiração divina,
Da dança que nos aproxima.
 
Pois mesmo que nos pareçamos,
Ilhas em um grande oceano,
Estamos ligados profundamente,
 
Pelo ar, pelo movimento.
Pela musica, pela dança,
Que  afirma. 
Não há fronteiras.
 
De autoria de Wilson Leipnitz, focalizador de Danças Circulares Sagradas desde 1999.

Propostas vivenciais

09/04/2010 by

Pedagogia do Amor, Vivendo Valores, Jeitos de Ver a Vida…

A proposta de trabalho se desenrola através de dinâmicas de grupos que envolvem jogos cooperativos, danças circulares, sons, brincadeiras, técnicas de relaxamento e concentração, histórias, filmes, respiração consciente, dentre outras.

De um jeito divertido e amoroso, buscando resgatar a criança interior, o trabalho é conduzido de forma a tocar os participantes e despertar nas pessoas valores de paz, amor, gratidão, perdão, alegria, solidariedade, atenção… Através disso cada indivíduo aprende a amar a si próprio, seus colegas, sua família, o meio que o cerca, o mundo.

Destinado a professores, estudantes, profissionais da área da saúde, prefeituras, associações comerciais, cooperativas, universidades, ONGs, entidades como Sesc, Sebrae, Sesi e demais grupos de interessados, as vivências são uma boa forma de estimular a cooperação entre as pessoas e despertar nelas o potencial criativo existente em cada um.

Propostas vivenciais como estas tem por objetivo:

  • Ensinar novas formas de educar, baseadas no amor, na solidariedade e na afetividade;
  • Formar agentes multiplicadores;
  • Desenvolver práticas pedagógicas com base na Pedagogia do Amor;
  • Melhorar a autoestima e desenvolver a atenção para a necessidade de cultivar hábitos de vida saudáveis;
  • Contribuir na formação do indivíduo, melhorar a vida cotidiana e as atividades profissionais;
  • Rever valores e conceitos pré-estabelecidos;
  • Quebrar paradigmas;
  • Despertar novas visões de mundo;
  • Vivenciar através dos sons, da respiração consciente e das Danças Circulares o autoconhecimento, formando indivíduos mais solidários e afetivos;
  • Estimular relacionamentos baseados na afetividade, no respeito ao outro e no respeito a si mesmo;
  • Resgatar a Criança Interior presente em cada um de nós;
  • Estimular a união, a cooperação e a solidariedade através das Danças Circulares e dos Jogos Cooperativos; 

Os programas vivenciais, palestras, seminários, workshops, oficinas e cursos podem ser desenvolvidos de acordo com os objetivos do grupo e do público a ser atendido.

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Para contratar trabalhos da Dalal El Achkar na região sudoeste do Paraná e oeste de Santa Catarina:

Tambo Comunicação

 ideias@tambo.com.br

Fone: (49) 3643-1793

Aprendendo a ser e a sentir

06/04/2010 by

O mundo atual apresenta muitos desafios. Dentre eles, a necessidade de reconfigurar  a educação, propiciando novas formas de conhecimento que vão muito além dos conteúdos escolares e que possibilitam o entendimento do ser humano nas suas várias dimensões. Isso significa despertar uma forma de traduzir a afetividade no momento de ensinar em possibilidades reais e científicas.

O desafio da educação está em traduzir a crença de que educar é uma tarefa apaixonante e que cada mestre tem o compromisso de educar com base em uma pedagogia mais ampla, que se preocupa com as questões cognitivas, mas que tem sua base no afeto, no amor.

É nesse contexto que surge a Pedagogia do Amor, propondo a transformação de práticas educativas voltadas para a cooperação e outros valores baseados no Amor. Na proposta da Pedagogia do Amor, as pessoas envolvidas com educação devem viver os valores de cooperação, solidariedade, paz, amor, etc. e não aprendê-los como se fossem conteúdos a serem memorizados.

Educar deve ser um meio de partilhar afeto, conhecimentos, sensibilidades, experiências, expectativas, saberes, valores, formas de sentir a vida. Assim como nos mostra Paulo Freire (1996) quando nos diz que sem amorosidade, respeito aos outros, tolerância, humildade, disponibilidade à mudança, gosto pela alegria, pela vida, abertura ao novo… não é possível uma prática pedagógica progressiva, visto que ela não se faz apenas de ciência e técnica.

Educar pelo amor significa estimular o pensamento crítico e a reflexão, quebrar paradigmas, aprender através dos encontros e das interações, amar a si mesmo e ao outro, e amar o mundo ao seu redor, vivendo com base nos valores de um mundo de paz.

Dalal El Achkar vivencia os valores da Pedagogia do Amor e constrói seu trabalho a partir da visão do ser humano inteiro, visto em sua totalidade, através das muitas dimensões do ser. Utilizando Jogos Cooperativos, Danças Circulares, Estórias, Respiração Consciente, Sons, Vivências e outros métodos, busca formar indivíduos mais solidários e afetivos, tornando-os agentes multiplicadores de valores baseados no Amor.

Nas imagens acima vemos exemplos de formas de educar que consideram o ser de forma integral. A educação se faz através do contato, da alegria, do amar e do sentir.

A escola já mostrou que consegue ensinar o homem a aprender, e aprender a fazer. É preciso agora que ela dê condições ao homem de aprender a ser, aprender a viver junto e aprender a sentir.

03/12/2009 by

 

Canção da criança

21/10/2009 by

unknown_parameter_valueQuando uma mulher de certa tribo da África sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam até que aparece a “canção da criança”.
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção.
Logo, quando a criança começa a sua educação, o povo se junta e lhe cantam a sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.
Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na “viagem”.
Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os índios cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então lhe cantam a sua canção.
A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade. Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém.
Teus amigos conhecem a “tua canção” e a cantam quando a esqueces. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.
Eles recordam tua beleza quando te sentes feio; tua totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.
 
Tolba Phanem


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