Arquivo da categoria: Aprendizado

A diferença entre obrigado e gratidão

A origem da palavra obrigado como forma de agradecimento vem do latim obligatus,
particípio do verbo obligare, ligar, amarrar. É a forma abreviada da expressão fico-lhe
obrigado, ou seja, fico-lhe ligado pelo favor que me fez.

Quando nos tornamos devedores de outrem por serviço que nos foi prestado, criamos
um elo de ligação, mesmo que momentâneo.

Já a gratidão vem do latim “gratia”, que significa literalmente graça, ou gratus, que se
traduz como agradável. Significa reconhecimento agradável por tudo quanto se recebe
ou lhe é reconhecido. É uma emoção, que envolve um sentimento e portanto, não há
obrigações, ligações ou amarrações.

texto de: http://www.contioutra.com/diferenca-entre-obrigado-e-gratidao/

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Seminário de Literatura Paulus

Amanhã acontece um Seminário que promete ser muito especial! Palestras e Oficinas sobre Literatura:

Palestra Dialogando com os livros, com as histórias e com a leitura

Oficina – O livro e as histórias no cotidiano do leitor 

Com: Lúcia Fidalgo, escritora, contadora de histórias do grupo Morandubetá, professora na Universidade de Santa Úrsula e pesquisadora do Aleph-UFF. Nasceu no Rio de Janeiro e desde pequena gosta de ler, contar e ouvir histórias, que hoje ela compartilha com seus leitores. Lúcia foi eleita autora revelação de 1997, com o livro Menino Bom. O prêmio foi recebido da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Tem pela Editora Paulus a Coleção Brasileirinhos, com 10 títulos como: Sabendo Ler o Mundo (Paulo Freire) e Com vontade de Pintar o Mundo (Portinari).

e muito mais!

Aprender e Ensinar

Segue abaixo um trecho do livro Jeitos de ver a Vida: Aprender e Ensinar, escrito por Dalal El Achkar e Wannise Lima.

Em todas as horas e lugares as pessoas estão acessando informações, buscando conhecimento. Os avanços tecnológicos e a disseminação do conhecimento exigem mudanças constantes e permitem que sejamos aprendentes e ensinantes, pois nos colocam diante de novas formas de convivência, outros acordos de cooperação, e, essencialmente, novas formas de relacionamento, novas formas de amor.

Por exemplo, há alguns anos atrás, não muitos, quando queríamos  falar com uma pessoa e estavamos na rua, o jeito era comprar uma ficha telefônica e usar o telefone público, abrir o papelzinho que embalava a ficha, colocá-la no telefone e fazer a ligação (claro que em poucos minutos era necessário colocar outra ficha para continuar o diálogo). Muitos de nós experimentamos esta forma de comunicação.

De repente, os celulares, os microcomputadores e a internet invadem as nossas vidas e aprendemos outras formas de contato, e precisamos nos adaptar a elas.

Para alguns, estes novos jeitos são mais confortáveis e rápidos; outros, admitem a eficácia, mas reclamam das dificuldades enfrentadas para aprender a novidade.  O fato é que, por estas vias podemos acessar diferentes pessoas nas mais variadas partes do mundo e não apenas falar com elas, mas vê-las, mostrar fotos e vídeos, acessar os conhecidos e os desconhecidos. Este simples exemplo ilustra o quanto as mudanças causam impacto nas nossas vidas, e como as nossas reações a elas produzem efeitos.

Mudar não é fácil, afinal, muitas de nossas tarefas, de tão rotineiras, acabam sendo automatizadas pelo nosso cérebro.

É sobre isso que vamos tratar (…)”.

Onde encontrar o livro:

Porto Alegre – Livraria Livros de Negócios;

Florianópolis – Livraria Paulus;

Natal – Livraria Siciliano – Midway Mall e Natal Shopping;

São Paulo – Uniluz – Nazaré Paulista

Aprendendo a ser e a sentir

O mundo atual apresenta muitos desafios. Dentre eles, a necessidade de reconfigurar  a educação, propiciando novas formas de conhecimento que vão muito além dos conteúdos escolares e que possibilitam o entendimento do ser humano nas suas várias dimensões. Isso significa despertar uma forma de traduzir a afetividade no momento de ensinar em possibilidades reais e científicas.

O desafio da educação está em traduzir a crença de que educar é uma tarefa apaixonante e que cada mestre tem o compromisso de educar com base em uma pedagogia mais ampla, que se preocupa com as questões cognitivas, mas que tem sua base no afeto, no amor.

É nesse contexto que surge a Pedagogia do Amor, propondo a transformação de práticas educativas voltadas para a cooperação e outros valores baseados no Amor. Na proposta da Pedagogia do Amor, as pessoas envolvidas com educação devem viver os valores de cooperação, solidariedade, paz, amor, etc. e não aprendê-los como se fossem conteúdos a serem memorizados.

Educar deve ser um meio de partilhar afeto, conhecimentos, sensibilidades, experiências, expectativas, saberes, valores, formas de sentir a vida. Assim como nos mostra Paulo Freire (1996) quando nos diz que sem amorosidade, respeito aos outros, tolerância, humildade, disponibilidade à mudança, gosto pela alegria, pela vida, abertura ao novo… não é possível uma prática pedagógica progressiva, visto que ela não se faz apenas de ciência e técnica.

Educar pelo amor significa estimular o pensamento crítico e a reflexão, quebrar paradigmas, aprender através dos encontros e das interações, amar a si mesmo e ao outro, e amar o mundo ao seu redor, vivendo com base nos valores de um mundo de paz.

Dalal El Achkar vivencia os valores da Pedagogia do Amor e constrói seu trabalho a partir da visão do ser humano inteiro, visto em sua totalidade, através das muitas dimensões do ser. Utilizando Jogos Cooperativos, Danças Circulares, Estórias, Respiração Consciente, Sons, Vivências e outros métodos, busca formar indivíduos mais solidários e afetivos, tornando-os agentes multiplicadores de valores baseados no Amor.

Nas imagens acima vemos exemplos de formas de educar que consideram o ser de forma integral. A educação se faz através do contato, da alegria, do amar e do sentir.

A escola já mostrou que consegue ensinar o homem a aprender, e aprender a fazer. É preciso agora que ela dê condições ao homem de aprender a ser, aprender a viver junto e aprender a sentir.

Canção da criança

unknown_parameter_valueQuando uma mulher de certa tribo da África sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam até que aparece a “canção da criança”.
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção.
Logo, quando a criança começa a sua educação, o povo se junta e lhe cantam a sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.
Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na “viagem”.
Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os índios cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então lhe cantam a sua canção.
A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade. Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém.
Teus amigos conhecem a “tua canção” e a cantam quando a esqueces. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.
Eles recordam tua beleza quando te sentes feio; tua totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.
 
Tolba Phanem